
Um policial rodoviário federal, de 46 anos, foi preso na tarde desta terça-feira (9), suspeito de agredir a esposa dentro do apartamento onde o casal mora, no bairro Jardim Camburi, em Vitória. A ocorrência foi registrada como violência doméstica e resultou na autuação do suspeito com base na Lei Maria da Penha.
De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), o policial, identificado como Eduardo Valentin Cozzer, foi encontrado armado e trancado no banheiro do imóvel no momento em que a equipe policial chegou para atender ao chamado. A vítima, uma enfermeira de 42 anos, relatou que havia sido agredida pelo marido em duas ocasiões ao longo do dia e, por esse motivo, decidiu solicitar ajuda.
Ainda segundo o registro, quando os policiais chegaram ao local, a mulher apresentava a alça da roupa rasgada, mas não possuía ferimentos aparentes. O suspeito também não apresentava lesões visíveis, conforme relataram os militares.
No local, Eduardo afirmou à equipe policial que ele próprio teria acionado a polícia, alegando estar sendo ameaçado pela esposa, a quem descreveu como “emocionalmente alterada”. Apesar da versão apresentada por ele, a ocorrência foi encaminhada como caso de violência doméstica.
O policial rodoviário federal foi conduzido à Delegacia Regional de Vitória (DPJ), localizada em Ilha de Santa Maria. A esposa também seguiu até a unidade policial, acompanhada de uma advogada. Ambos foram ouvidos pela autoridade policial, e o homem foi autuado em flagrante com base na Lei Maria da Penha. Até o momento, não há informações oficiais sobre para qual unidade o policial foi encaminhado após os procedimentos iniciais.
A reportagem tentou contato com o advogado de defesa de Eduardo Valentin Cozzer, mas não obteve retorno até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação. A esposa do policial também foi procurada, mas informou que não irá comentar o caso.
Em nota, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou que tomou conhecimento da ocorrência e que o servidor foi conduzido à Polícia Judiciária. A instituição afirmou ainda que não irá se manifestar sobre detalhes do caso. “A PRF esclarece que não se manifestará sobre detalhes do caso, uma vez que os fatos dizem respeito à esfera da vida privada do servidor e estão sendo tratados pelos órgãos competentes”, informou.
A Polícia Civil também foi procurada para prestar esclarecimentos adicionais, mas, até o fechamento desta reportagem, não havia se pronunciado.





