
Durante os Jogos Capixabas de Medicina (JCM), a torcida da Atlética de Medicina da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) foi denunciada por atos de homofobia e discriminação contra um atleta adversário. Em resposta, a organização do evento decidiu vetar a presença da torcida nas arquibancadas até o fim do campeonato, encerrado no último dia 25.
As ofensas teriam ocorrido no dia 17, durante uma partida de handebol entre a Ufes e uma equipe de uma faculdade de Cachoeiro de Itapemirim. De acordo com a organização dos jogos, os ataques foram praticados por alguns torcedores da Ufes, e não pela totalidade da torcida.
Em nota oficial, a organização afirmou que repudia qualquer ato discriminatório e reforçou que o comportamento relatado vai contra os valores do evento. “Esclarecemos que tais condutas não representam a totalidade da torcida nem tampouco a instituição acadêmica, tratando-se de um episódio pontual que não condiz com o espírito que orienta os Jogos Capixabas de Medicina”, diz o comunicado.
Ainda segundo a nota, medidas foram tomadas para investigar o caso e responsabilizar os envolvidos.
Manifestação da Atlética
A Atlética de Medicina da Ufes também se pronunciou pelas redes sociais, repudiando as atitudes discriminatórias e classificando o episódio como “lamentável”. A entidade reforçou que tais condutas não refletem os princípios do esporte nem os valores que orientam a atuação da atlética.
“Nos solidarizamos com a pessoa ofendida e reiteramos nosso compromisso inegociável com a luta contra qualquer forma de discriminação. Tomaremos medidas a fim de evitar a reincidência desse tipo de conduta, com seriedade e responsabilidade”, afirmou o perfil oficial da organização estudantil.
Os Jogos Capixabas de Medicina são voltados à integração entre estudantes de cursos de medicina do Espírito Santo e têm como objetivo promover o espírito esportivo, a união e o respeito entre os participantes.





