Julho é o mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais, doenças que afetam o fígado e podem evoluir silenciosamente para quadros graves, como cirrose e câncer hepático. A campanha destaca a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento, fatores essenciais para reduzir os impactos da doença.
De acordo com a médica infectologista Ana Carolina D’Ettorres, identificar precocemente os casos de hepatite é crucial para evitar complicações graves e também para interromper a cadeia de transmissão. “O diagnóstico precoce é importante tanto no nível individual para a gente conseguir identificar os casos positivos e tratar de forma adequada para evitar as consequências finais mais graves das hepatites virais que são questões de fígado ou cirrose hepática e também para evitar a disseminação dentro de uma comunidade”, explica.
As hepatites podem ser causadas por vírus, uso excessivo de álcool, medicamentos ou outras drogas. No Brasil, os tipos mais comuns são os causados pelos vírus A, B e C. Dados da Secretaria de Saúde mostram que, entre janeiro e maio de 2025, o Espírito Santo registrou 7 casos de hepatite A, 75 de hepatite B e 56 de hepatite C.
As hepatites B e C são consideradas doenças silenciosas, muitas vezes sem sintomas aparentes na fase inicial. “Os sintomas na fase inicial pode ser dor abdominal, vômitos, um amarelão na pele… Mas quando ela entre em sua fase latente ela fica assintomática”, afirma Ana Carolina. Por isso, ela destaca a importância de realizar testes específicos para hepatites virais, mesmo na ausência de sinais clínicos.
A vacinação é uma das principais formas de prevenção contra as hepatites A e B. Já para a hepatite C, ainda não há vacina, sendo as medidas de prevenção baseadas em cuidados comportamentais, como o uso de preservativos, não compartilhar seringas, agulhas ou objetos perfurocortantes, e realizar testes de detecção regularmente.
“Hoje é garantido pelo SUS [Sistema Único de Saúde], não existe grandes barreiras quando é indicado o tratamento. O ideal é que a pessoa passe por uma avaliação médica para saber qual a sua condição atual, se tem condição de tratar, qual é a melhor opção de tratamento. Tudo isso é garantido pelo SUS”, finaliza a especialista.
A campanha de combate às hepatites virais seguiu ao longo de todo o mês julho, reforçando a importância do cuidado com o fígado e da adoção de práticas que protejam a saúde coletiva.





