A variedade de alimentos disponíveis nas prateleiras é grande, mas a escolha deve sempre priorizar opções saudáveis. Quando a dificuldade de controlar a alimentação em horários específicos se torna frequente, especialmente à noite, o comportamento pode evoluir para um transtorno de compulsão alimentar.
“As pessoas podem comer mais à noite tanto por fatores que a gente chama de fisiológicos ou alterações hormonais, quanto comportamentais”, esclarece a nutricionista Alessandra Job.
Muitas pessoas acabam comprando alimentos calóricos e, no período noturno, comem em excesso, o que pode trazer consequências físicas, como ganho de peso, e emocionais, como culpa e ansiedade.
A nutricionista explica que compulsão alimentar não é o mesmo que comer exageradamente em uma ocasião ou se alimentar por emoção. “A compulsão alimentar é um transtorno psiquiátrico onde a pessoa come sem controle, mesmo na ausência de fome”, disse Alessandra.
Por isso, episódios como comer sozinho, sensação de mal-estar após exagerar e até forte sentimento de culpa, podem ser sinais de alerta, segundo a nutricionista.
Além do ganho de peso, a compulsão pode gerar alterações metabólicas, refluxo, problemas digestivos e prejudicar a saúde emocional. O sentimento de isolamento e vergonha também é comum em quem sofre com o transtorno.
Sentir que perdeu o controle e lidar constantemente com a culpa após comer são indícios de que é hora de procurar acompanhamento especializado. O tratamento envolve suporte multiprofissional, incluindo nutricionistas, psicólogos e psiquiatras.
Profissionais indicam que identificar gatilhos emocionais é essencial. Muitas vezes, a comida é usada como distração para o tédio, conforto após um conflito ou alívio para emoções negativas. Reconhecer esses padrões, buscar apoio da família e recorrer a orientação profissional podem ajudar no controle.
O recado dos especialistas é claro: se a alimentação noturna está saindo da normalidade, é importante não ignorar os sinais e procurar ajuda adequada.





