Marcos Nunes só descobriu que era autista aos 36 anos de idade. Foi a esposa quem primeiro percebeu sinais no comportamento dele e o incentivou a buscar um diagnóstico. A identificação da condição trouxe alívio e novas possibilidades de compreensão para o casal.
“Eu percebi que havia algo diferente. Muitas vezes a gente falava com ele, mas ele entendia outra coisa. Ele tinha ansiedade, distúrbios do sono, e sofria muito com bullying”, contou a esposa Weslaine Ribeiro. Com os exames e laudos em mãos, Marcos hoje tem a carteirinha de identificação do espectro autista e usa com orgulho a cordinha colorida que simboliza a condição.
Marcos reflete que, se o diagnóstico tivesse vindo mais cedo, sua trajetória teria sido diferente. “Seria muito bom. Na cidade onde eu morava não havia recursos para isso. Aqui em Brasília começamos o tratamento, por incentivo da minha esposa. Agora, as pessoas me compreendem mais, me aceitam mais.”
O casal também acompanha de perto o desenvolvimento do filho pequeno, que apresenta sinais semelhantes e já está sendo avaliado. A história de Marcos destaca a importância do diagnóstico precoce e da conscientização sobre o autismo na vida adulta.





