O trabalho era tão desgastante que levou Carla ao extremo do estresse e ao esgotamento físico. Mesmo após deixar o emprego formal, os problemas persistiram.
“Chegou um momento em que eu estava muito sensível. Depois que pedi demissão, ouvi de longe o som de uma notificação do aplicativo de mensagens no computador do meu marido e comecei a chorar”, relembra.
Em algumas profissões, o afastamento por doenças psicológicas é muito maior do que por problemas físicos. “De que adianta empresas de escritório, onde o risco de doenças físicas é baixo ou quase nulo, focarem apenas nesse tipo de problema? Para esse perfil de trabalho, a prioridade deve ser a saúde mental”, alerta o Ceo da Grupo Gabor, Ricardo Karpat.
Há dois anos e meio, Jéssica foi diagnosticada com ansiedade e precisou de ajuda. Felizmente, recebeu todo o apoio da empresa. “Fiquei com medo de não dar certo, de não conseguir executar tudo o que eu já sabia fazer. Mas a empresa me abraçou, me ofereceu muito aprendizado e, mais do que isso, cuidou de mim”, conta.
O caso de Jéssica reforça a importância de um ambiente de trabalho que valorize não apenas a produtividade, mas também o bem-estar emocional dos funcionários.





