A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou que o surto registrado no Hospital Santa Rita, em Vitória, foi provocado por fungo e bactéria. A informação foi divulgada pelo secretário de Estado da Saúde, que afirmou já haver mais de 30 casos confirmados em amostras de pacientes inicialmente tratados como suspeitos.
Segundo o secretário, além da presença do fungo, dois casos graves foram causados pela bactéria Burkholderia, que contaminou duas técnicas de enfermagem da unidade. “Uma delas é o caso mais grave. Além da Burkholderia, o reteste que fizemos também testou positivo para o Histoplasma. Então ela estava contaminada tanto com a Burkholderia, quanto para o Histoplasma”, detalhou.
Apesar da gravidade da situação, o secretário ressaltou que o hospital tem colaborado com todas as medidas de investigação e controle. “O hospital tem sido parceiro e colaborado com tudo o que tem sido solicitado pela equipe técnica”, destacou.
Atualmente, dos 141 casos investigados, três pessoas seguem internadas, enquanto as demais estão em acompanhamento pela Sesa. O secretário também alertou para um problema adicional: o absenteísmo entre os profissionais do hospital, que chega a quase 50% em algumas áreas. “Isso é muito grave e pode trazer consequências à saúde da população, pois reduz a capacidade de atendimento da unidade”, afirmou.
A Secretaria de Saúde iniciou uma nova fase da investigação para identificar a origem exata do fungo e da bactéria. Segundo as informações preliminares, a bactéria Burkholderia é comum em ambientes hospitalares e é transmitida por contato direto, enquanto o fungo só é disseminado por meio de esporos presentes no ar.
Equipes de engenharia e vigilância sanitária já estiveram no local realizando mapeamento de obras e instalações do hospital. “Sabemos que pela questão da dispersão dos esporos de fungos pode ocorrer pelo ar, por movimentação de terra ou até por sistemas de ar-condicionado. Agora vamos buscar evidências mais fortes para que a gente chegue ao local que possivelmente ocorreu a entrada desse agente”, explicou o subsecretário de estado de vigilância em saúde, Orlei Cardoso.
A Sesa reforçou que continuará acompanhando o caso e adotando medidas para garantir a segurança de pacientes e profissionais, enquanto o trabalho de monitoramento e controle ambiental segue em andamento no Hospital Santa Rita.





