A Secretaria Municipal de Saúde de Colatina determinou a abertura de uma investigação imediata após um parto que terminou com graves complicações para a mãe e o bebê, no Hospital Maternidade São José.
A mãe, Ariane Borges, sofreu uma hemorragia intensa e precisou levar 55 pontos após o parto normal. O recém-nascido, Alderico, nasceu com o ombro deslocado e chegou a ficar cinco minutos sem respirar. Os dois foram internados; o bebê passou 10 dias entubado na UTI neonatal, enquanto a mãe se recuperava das lesões.
A Secretaria informou que o caso está sendo apurado de forma minuciosa, considerando a gravidade das complicações apresentadas. A investigação deve ser concluída em até 60 dias.
O episódio ganhou repercussão estadual e mobilizou o deputado Wellington Callegari, autor da Lei 12.194/2024, conhecida como Lei do Parto Livre, que garante às mulheres da rede pública de saúde o direito de escolher entre o parto normal e a cesariana.
Callegari destacou que a legislação, em vigor desde julho de 2024, foi construída em parceria com o Conselho Regional de Medicina, Ministério Público e Defensoria Pública, e tem salvado vidas em todo o Estado. O parlamentar, porém, afirmou que ainda há resistência em algumas maternidades no cumprimento da norma.
“Esse caso de Colatina chama atenção. Um bebê de sete quilos, com possível diabetes gestacional, levanta indícios de desrespeito não só à Lei do Parto Livre, mas também a direitos fundamentais daquela gestante”, declarou o deputado.
Ariane é mãe de nove filhos e segue em recuperação. O caso segue sob investigação pelas autoridades competentes.





