
A Secretaria Municipal de Saúde de Vitória iniciou, nesta terça-feira (6), uma capacitação voltada à preparação de profissionais da saúde para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a população. Ao todo, 140 agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE) participam do treinamento, que teve aula inaugural na Escola Técnica do SUS de Vitória (Etsus).
A iniciativa busca preparar os profissionais que atuam diretamente nos territórios para identificar situações de risco, reconhecer sinais de alerta e orientar a população diante de eventos climáticos extremos.
Durante o primeiro encontro, os participantes acompanharam a palestra “Território, Emergências Climáticas e Saúde: o papel do ACS e do ACE na preparação e resposta aos desastres”, ministrada pelo doutor em Geografia e coordenador do Laboratório de Geografia da Saúde da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Rafael Catão.
A capacitação é resultado de uma articulação entre as áreas de Vigilância em Saúde e Atenção à Saúde, com participação de equipes envolvidas na preparação e resposta a emergências e desastres. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o treinamento amplia uma série de ações que já vinham sendo desenvolvidas, como planos, simulados e articulações voltadas à prevenção e resposta a ocorrências relacionadas a desastres naturais.
Entre os principais objetivos está a preparação dos agentes para reconhecer situações de risco, identificar sinais de alerta e agilizar a comunicação diante de ocorrências que possam representar ameaças à saúde da população.
Os profissionais também serão orientados sobre os protocolos que devem ser adotados antes, durante e depois de situações de emergência, além da atuação integrada com a Atenção Primária, a Vigilância em Saúde, o Vigidesastres, o Centro de Informações Estratégicas e Respostas em Vigilância em Saúde (CIEVS) e outros setores da rede municipal.
A formação também pretende fortalecer o trabalho realizado durante as visitas domiciliares. Entre os temas abordados estão os efeitos das altas temperaturas sobre a saúde e a necessidade de atenção especial a grupos mais vulneráveis, como idosos.
Para os profissionais que participaram da primeira atividade, o treinamento também amplia a capacidade de orientar os moradores sobre os riscos associados aos eventos climáticos extremos e as medidas que podem ser adotadas para reduzir os impactos na saúde.
Capacitação deve ser ampliada
A Secretaria Municipal de Saúde pretende transformar a iniciativa em uma política permanente de qualificação. A previsão é abrir novas turmas para ampliar gradualmente o treinamento aos agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias que atuam na rede municipal.
A proposta é manter um ciclo contínuo de formação, incorporando novos cenários relacionados aos efeitos das mudanças climáticas e ampliando o número de profissionais preparados para atuar em situações de emergência e desastres.





