
O empresário Vilson Luiz Ballan foi condenado a 29 anos e 9 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato de Breno Rezende de Carvalho, de 25 anos. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri de Vitória na madrugada desta sexta-feira (28). Ele também terá que pagar R$ 500 mil em indenização à família da vítima.
O crime aconteceu na madrugada de 15 de março de 2025, na região da Rua da Lama, em Jardim da Penha. Segundo o processo, a confusão começou por causa da cobrança de R$ 16 por uma cerveja, valor que já havia sido pago e confirmado por um garçom. Mesmo assim, o empresário teria continuado a discutir com o grupo.
Breno e os amigos deixaram o estabelecimento e foram para um bar vizinho. Cerca de duas horas depois, conforme os autos, Vilson teria ido até o local armado com uma faca e surpreendido o jovem, atingindo-o no peito. Breno morreu ainda no local. A ação foi registrada por câmeras de segurança.
Durante o julgamento, que durou cerca de 16 horas, o empresário afirmou não se lembrar dos detalhes do crime por causa do consumo de álcool e medicamentos. A versão não foi aceita para reduzir a pena, já que a autoria e a dinâmica do homicídio foram consideradas comprovadas por imagens, testemunhas e outras provas.
Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A defesa tentou reduzir a responsabilização e mudar a classificação do crime, mas as teses foram rejeitadas. Vilson segue preso e a defesa informou que pretende recorrer da decisão.
Para a família, a condenação traz algum conforto, mas não diminui a dor da perda. Breno era formado em Tecnologia da Informação, havia aberto a própria empresa e aguardava o início do primeiro contrato profissional.





