Compartilhe

Daquiprali

O que faz uma viagem ficar na memória?

O que faz uma viagem ser inesquecível?

É a paisagem? É a fotografia daquele lugar bonito? É conhecer um ponto turístico famoso? Ou será que são as experiências que vivemos pelo caminho?

Cada vez mais, viajar parece estar menos relacionado apenas a visitar lugares e mais a vivenciar destinos.

O turista quer experimentar, sentir, descobrir, conversar, provar, caminhar, aprender e voltar para casa com histórias para contar.

Uma viagem pode começar com uma paisagem, mas não precisa terminar nela.

Pode ser o café da manhã preparado com produtos da região, uma conversa com alguém que mora naquele lugar, uma trilha, um banho de cachoeira, uma receita que você nunca havia experimentado, uma história que não estava no roteiro ou simplesmente aquele momento em que você para e percebe que está vivendo algo que não aconteceria na rotina.

É aí que a viagem começa a ganhar outro significado

A experiência começa antes mesmo de chegar. Está na estrada, na expectativa, na paisagem que muda pelo caminho, na escolha da hospedagem, na gastronomia, no contato com quem vive no destino e naquilo que descobrimos quando deixamos um pouco de lado a pressa.

E talvez esse seja um dos grandes encantos de viajar: não saber exatamente tudo o que vamos encontrar.

Algumas das melhores lembranças não estavam na programação.

Às vezes, surgem de repente: uma conversa, um sabor, uma paisagem, um encontro ou uma situação que não estava prevista, mas que acaba se tornando uma das histórias que mais gostamos de contar quando voltamos para casa.

Um encontro inesperado durante uma viagem pela Amazônia

Foi assim em uma viagem pela Amazônia. Entre paisagens, água, floresta e tantos momentos de contato com a natureza, alguns encontros simplesmente acontecem. E aquele abraço inesperado foi um daqueles momentos que a gente sabe, na mesma hora, que vai guardar para sempre.

Porque existem experiências que não precisam de muito para se tornar especiais. Basta estar presente.

Viajar também é estar aberto ao que acontece pelo caminho.

Quando pensamos em turismo, muitas vezes fazemos uma lista.

O que visitar? Onde comer? Onde dormir? Qual atração conhecer?

Mas existe também uma outra maneira de viajar: perguntar o que eu quero sentir?

Quero desacelerar? Quero aventura? Quero contato com a natureza? Quero conhecer a cultura local? Quero experimentar sabores diferentes? Quero descansar? Quero aprender alguma coisa nova?

Quando fazemos essas perguntas, o destino começa a ganhar outro significado.

Uma hospedagem deixa de ser apenas um lugar para dormir. Um restaurante deixa de ser apenas uma parada para comer. Uma trilha deixa de ser apenas um caminho. Uma conversa deixa de ser apenas uma conversa.

Tudo pode fazer parte da experiência

E foi justamente essa sensação de conexão com a natureza que tornou aquela viagem pela Amazônia tão especial para mim. Não era apenas estar diante de uma paisagem bonita. Era observar, ouvir, sentir e perceber a dimensão daquele lugar.

É aquele tipo de viagem em que a gente volta para casa trazendo fotografias, histórias e, principalmente, sensações.

E isso vale também para perto de casa

Vale especialmente para quem acredita que turismo acontece somente quando viajamos para muito longe.

 

Não é preciso atravessar o país para viver uma experiência diferente. Às vezes, basta conhecer uma cidade que nunca visitamos, experimentar um produto local, entrar em uma propriedade rural, descobrir uma história da nossa própria região ou escolher um caminho diferente daquele que fazemos todos os dias.

No Espírito Santo, temos praia, montanha, cachoeiras, agroturismo, gastronomia, cultura, aventura e tantas outras possibilidades que talvez o maior desafio seja justamente escolher por onde começar.

Porque viajar também pode ser aprender a olhar novamente para lugares que achávamos conhecer.

No fim das contas, o que fica?

Talvez seja isso que uma viagem nos ensine: viajar não é apenas conhecer lugares. É permitir que os lugares nos aconteçam.

Porque algumas viagens ficam na memória pela fotografia.

Outras ficam pelo sabor.

Algumas, pela paisagem.

E existem aquelas que permanecem porque alguma coisa dentro da gente mudou depois que vivemos aquela experiência.

A Amazônia, para mim, foi uma dessas viagens. Uma viagem de conexão com a natureza, de descobertas e daqueles encontros que não estavam necessariamente no roteiro, mas que acabaram se tornando parte da história.

E talvez seja justamente isso que torne uma viagem inesquecível: aquilo que conseguimos sentir enquanto estamos vivendo.

E você? O que faz uma viagem ficar na sua memória?

Te encontro no próximo destino! O DAQUIPRALI fica por aqui, mas você continua a nossa viagem pelas plataformas digitais. Siga a gente. Até a próxima!

INSTAGRAM: @DAQUIPRALIVIAGEM 

SITE: DAQUIPRALI VIAGEM  | CANAL: DAQUIPRALI VIAGEM

“A opinião deste colunista não reflete, necessariamente, a opinião da RedeTV! Espírito Santo.”

Geylla Sall é jornalista e publicitária, mestranda em Comunicação e Turismo (Ufes), CEO da Cata-Vento Comunicação Integrada, com experiência em jornalismo, publicidade, assessoria de imprensa, produção de conteúdo e projetos de turismo. Atua na comunicação da Secretaria de Estado do Turismo do Espírito Santo, participa da Comissão de Turismo de Vila Velha e acompanha os principais eventos e feiras de turismo do país.

Colunas Recentes​