A equipe de agentes de endemias da Prefeitura de Vila Velha segue intensificando as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. Durante uma vistoria em um bairro do município, os profissionais encontraram uma residência que serve de exemplo de como manter os cuidados contra a dengue em dia.
No local, todas as plantas estavam bem cuidadas, a água dos animais era trocada diariamente e o quintal permanecia organizado. A moradora Maruze Bettelo ressaltou que a prevenção é fundamental para evitar a proliferação do mosquito da dengue. “Eu sempre cuido porque é para o bem-estar da gente: evitar esses mosquitos que matam. Eu faço a minha parte, agora os vizinhos também precisam fazer a parte deles”, afirmou.
De acordo com a Secretaria de Saúde do Espírito Santo, até o dia 23 de agosto foram registrados 31.367 casos prováveis de dengue, sendo 24.899 confirmados e um óbito. O número é bem menor do que no mesmo período de 2024, quando o Estado contabilizou 134.218 casos prováveis, 127.065 confirmados e 41 mortes.
Mesmo com a queda significativa, a preocupação aumenta com a proximidade do verão, período de maior incidência da doença. “Vamos ver se nesse verão, nós conseguimos amenizar a situação e ter menos casos de dengue do que os outros anos”, destacou o coordenador do serviço de campo da prefeitura de Vila Velha, Luiz Roberto Meneghel.
Entre as principais dificuldades apontadas pela prefeitura está o acesso às residências. Muitos moradores ainda resistem a permitir a entrada dos agentes, o que dificulta as vistorias. Para aumentar a segurança, as equipes atuam em contato direto com líderes comunitários, que podem confirmar a identidade dos profissionais por meio de grupos de mensagens e fotos oficiais.
As orientações para evitar focos do Aedes aegypti continuam as mesmas: reservar cinco minutos semanais para inspecionar quintais, caixas d’água, calhas e recipientes que possam acumular água. Trocar a água dos animais com frequência e manter a limpeza dos ambientes são medidas simples que fazem diferença.
A Prefeitura de Vila Velha reforça que o combate à dengue depende do esforço coletivo. A prevenção só será eficaz se cada morador fizer a sua parte e não der chance ao mosquito transmissor.





