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Bolsonaro passa por exames após queda e pancada na cabeça durante a madrugada

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Superintendência da Polícia Federal após condenação por tentativa de golpe de Estado, deve realizar exames hospitalares nesta terça-feira (6) depois de bater a cabeça durante a madrugada.

De acordo com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ele sofreu uma queda enquanto dormia. Em publicação nas redes sociais, ela afirmou que Bolsonaro teve uma crise durante a noite, caiu e bateu a cabeça em um móvel. Segundo ela, como o quarto permanecia fechado, o atendimento só ocorreu quando agentes foram chamá-lo para a visita.

Em nota, a Polícia Federal informou que Bolsonaro recebeu atendimento médico após relatar a queda à equipe de plantão. O médico da corporação constatou ferimentos leves e, inicialmente, não indicou necessidade de encaminhamento hospitalar, apenas observação. Posteriormente, a PF confirmou que o ex-presidente seria levado ao hospital para a realização de exames.

Bolsonaro retornou à custódia da PF no dia 1º de janeiro, após passar oito dias internado para tratar uma hérnia na virilha e crises de soluço, condições associadas à facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018. Na mesma data, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido da defesa para que ele cumprisse prisão domiciliar após a alta médica.

Na decisão, Moraes afirmou que, ao contrário do alegado pela defesa, não houve agravamento do estado de saúde do ex-presidente, mas sim melhora do quadro clínico após a realização de cirurgias eletivas, conforme laudos médicos apresentados.

Durante a internação, exames apontaram um quadro severo de apneia do sono, levando Bolsonaro a iniciar o uso de equipamento CPAP. Após três cirurgias para tratar os soluços, os médicos concluíram que se trata de um caso raro, sem solução definitiva por meio de intervenções cirúrgicas, exigindo tratamento contínuo, como fisioterapia. Ele também passou a utilizar medicação para depressão, prescrita por sua equipe médica.

A defesa voltou a solicitar a conversão da prisão em domiciliar para cuidados com a saúde, pedido novamente negado por Moraes na última quinta-feira (1º).

Bolsonaro está preso preventivamente desde 22 de novembro, após tentar romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. A decisão foi confirmada pela Primeira Turma do STF na semana seguinte.

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