A queda de cabelo tem se tornado uma queixa cada vez mais comum e já pode ser considerada uma verdadeira epidemia silenciosa. O que muitas pessoas ainda não sabem é que a queda capilar não é, por si só, um incômodo, mas sim um sinal clínico que, na maioria dos casos, está relacionado a algum tipo de alopecia.
Quando falamos em alopecias, estamos falando de um grupo amplo e diverso de condições, com causas, evoluções e tratamentos diferentes. A mais conhecida é a alopecia androgenética, mas existem também a alopecia areata, de origem autoimune; a alopecia por tração, associada a hábitos repetitivos; a alopecia cicatricial, que pode levar à perda definitiva dos fios; além das quedas relacionadas ao estresse físico e emocional, alterações hormonais, doenças sistêmicas e deficiências nutricionais.
O aumento dos casos reforça a importância da tricologia moderna, que hoje se baseia em avaliação precoce, individualizado e baseado em evidências. As tendências atuais da área mostram que tratar a queda de cabelo sem identificar corretamente o tipo de alopecia pode atrasar resultados e comprometer a saúde capilar a longo prazo.
É fundamental compreender que queda de cabelo não deve ser normalizada. Quanto antes a investigação adequada é realizada, maiores são as chances de controle, recuperação e preservação dos fios. Informação de qualidade e acompanhamento profissional são passos essenciais para cuidar não apenas da estética, mas também da saúde do couro cabeludo.
Dra. Elisângela Moura Cozzer
Referência em saúde, estética, tricologia e laser.
