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Catalisador Empresarial

A inteligência artificial e o novo padrão das empresas

Crédito: ChatGPT / IA Generativa

Casos brasileiros mostram que o uso estratégico de IA já redefine produtividade, competitividade e tomada de decisão nas empresas.

A inteligência artificial deixou de ocupar o espaço das promessas para assumir um papel estrutural e estratégico dentro das empresas.

O que antes era visto como inovação passou a ser, rapidamente, um critério de competitividade. Em um cenário de pressão por eficiência, margens mais apertadas e decisões cada vez mais complexas, a capacidade de operar com inteligência deixou de ser diferencial, e passou a ser requisito.

No Brasil, esse movimento já pode ser observado de forma concreta. Empresas de diferentes setores têm incorporado inteligência artificial em suas operações não apenas para automatizar tarefas, mas para qualificar decisões e redesenhar a forma como crescem.

O Magazine Luiza é um dos exemplos mais consistentes dessa transformação no país. Ao longo dos últimos anos, a empresa estruturou uma operação fortemente orientada por dados, utilizando inteligência artificial para personalizar ofertas, prever comportamento de consumo e otimizar sua cadeia logística. Essa capacidade deantecipação reduz rupturas, melhora a experiência do cliente e aumenta a eficiência comercial. Mais do que vender mais, trata-se de vender melhor, com base em informação qualificada.

No setor financeiro, o Nubank construiu uma operação altamente dependente de dados e inteligência artificial. A tecnologia é utilizada em processos críticos como análise de crédito, detecção de fraudes e personalização de produtos financeiros. O resultado é uma operação capaz de escalar rapidamente sem comprometer a qualidade da experiência do cliente. Ao automatizar análises complexas e reduzir a dependência de processos manuais, a empresa ganha velocidade e precisão, dois fatores decisivos em ambientes competitivos.

Já o iFood evidencia como a inteligência artificial pode transformar operações complexas em sistemas altamente eficientes. A empresa utiliza IA para gerenciar, em tempo real, variáveis como demanda, localização, tempo de preparo e rotas de entrega. Esse processamento contínuo de dados permite otimizar a logística, reduzir gargalos operacionais e melhorar a experiência final do cliente. Além disso, a tecnologia apoia restaurantes parceiros na previsão de demanda e organização da produção, ampliando a eficiência de todo o ecossistema.

Apesar de atuarem em setores distintos, esses casos revelam um padrão estratégico claro. A inteligência artificial não é tratada como ferramenta isolada, mas como parte integrante da gestão. Ela orienta decisões, organiza processos e cria operações mais previsíveis. Empresas que adotam essa lógica deixam de operar no improviso e passam a atuar com base em dados e evidências.

Esse movimento não está restrito às grandes organizações. O avanço das ferramentas tornou a inteligência artificial acessível também para pequenas e médias empresas. Hoje, é possível utilizar IA para analisar dados, estruturar processos, melhorar estratégias de marketing e apoiar decisões com mais clareza. O diferencial não está no acesso, mas na forma como a tecnologia é incorporada à rotina da empresa.

A adoção da inteligência artificial, portanto, não deve ser vista como uma decisão técnica, mas como uma decisão de gestão. Empresas que extraem valor real dessa tecnologia são aquelas que ajustam sua forma de operar, desenvolvem uma cultura orientada a dados e estimulam o uso estratégico da informação no dia a dia.

A inteligência artificial não substitui o empresário. Mas amplia sua capacidade de pensar, decidir e executar. Em um ambiente cada vez mais competitivo, essa ampliação tende a definir quais empresas conseguem crescer com consistência, e quais permanecem limitadas ao esforço operacional.

No final, a transformação não está na tecnologia em si. Está na forma como ela é utilizada.

“A opinião deste colunista não reflete, necessariamente, a opinião da RedeTV! Espírito Santo.”

Empresário, mentor e especialista em gestão empresarial, com trajetória construída dentro de grandes organizações e forte atuação no desenvolvimento de pequenos e médios negócios. Criador do Método Catalisador Empresarial, uma metodologia voltada para estruturar, organizar e acelerar empresas através de pilares estratégicos, culturais e operacionais. Atua com mentorias, imersões, treinamentos e projetos de reestruturação empresarial, além de projetos voltados à gestão pública e planejamento estratégico.

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