Um vinho para envelhecer com dignidade, ou seja, com todas as suas propriedades, elegância e estrutura, depende de uma série de fatores: uma conjunção entre terroir; amadurecimento da uva no seu tempo certo; colheita e guarda.
O importante é sabermos que nem todos os vinhos podem ou precisam ser armazenados. A maioria dos vinhos não são produzidos para envelhecer em barricas e na garrafa, e sim para serem consumidos em cinco anos ou imediatamente. Portanto, potencial de guarda é para pouco vinho, como por exemplo: os premières crus de Bordeaux; Chablis (vinho branco) da Bourgogne; os italianos Brunello Di Montalcino; os Amarones; os Barolos, por exemplo.
A fase que estabelece a diferença entre vinhos tintos jovens e maduros é o tempo de guarda. Um a dois anos, jovem. Nessa fase acontece menos oxidação, sua estrutura será mais simples e seu sabor mais adstringente. Já os maduros repousam de três a cinco anos em barris. É durante esse período que acontecem as transformações. As reações químicas entre centenas de elementos tornam sua estrutura mais complexa, seu sabor e bouquet mais sofisticados, seus taninos e teor alcoólico mais equilibrados, macios e fáceis de beber.
Só os vinhos tintos maduros resistem longo tempo de envelhecimento em garrafas, (exceção para poucos brancos, como é o caso dos Chablis), dos quais podemos citar os melhores vinhos franceses de Bordeaux, de Bourgogne, para citar apenas algumas regiões, os italianos, os portugueses e espanhóis, alguns desses tintos não deve ser consumido antes dos cinco anos de guarda, podendo ficar ainda melhores quando se aproximam dos vinte anos. Já os vinhos jovens como Beaujolais (francês) e Chianti (italiano) devem ser consumidos entre um a três anos.
Então, caro leitor, que tal abrir uma garrafa de Caprili Brunello Di Montalcino, que sua estimativa de guarda é de quinze anos?
Mas, todos esses vinhos longevos devem ser abertos de 1h a 3h antes de servir à temperatura de 17 a 18 graus.
Beba com moderação, mas se beber não dirija.






