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Inclusão em estádios é tema de debate entre autoridades no ES e entidades do terceiro setor

O acesso aos estádios de futebol ainda representa um obstáculo para muitas pessoas com deficiência no Espírito Santo. Barreiras estruturais e falhas na organização dos espaços dificultam a participação desses torcedores, que frequentemente encontram limitações para circular e usufruir plenamente do ambiente esportivo.

Especialistas e representantes da área destacam que a falta de acessibilidade impede o direito básico de ir e vir. “Nós temos batido na tecla que lugar da pessoa com deficiência é aonde ela quiser, só que tem lugar que ela não consegue chegar por conta da acessibilidade”, disse o Presidente da Federação das Pestalozes do ES, Luiz Carlos Cuerci.

No estado, autoridades e representantes do esporte vêm discutindo medidas para tornar os estádios mais inclusivos. “O próximo passo é estabelecer protocolos e um projeto para que possamos controlar todas as situações que vão ocorrer dentro do estádio que é um ambiente totalmente adverso e estereotipado”, ressaltou o subsecretário de Estado de Políticas de Inclusão, Martoni Sampaio.

Relatos de familiares evidenciam as dificuldades enfrentadas, desde a chegada ao estádio até o deslocamento interno. A falta de sinalização clara, orientação adequada e suporte especializado contribui para afastar esse público dos eventos esportivos.

Outro ponto de atenção é o uso indevido de áreas reservadas, como assentos preferenciais e banheiros adaptados, o que compromete ainda mais a inclusão. “Infraestrutura, por si só, não resolve o problema da inclusão. O que resolve esse problema é uma mentalidade diferente, um comportamento diferente e a assistência necessária que as pessoas com deficiência precisam de fato”, explicou o diretor-geral da RedeTV! ES e embaixador Inclusão, Marcel Carone. “Nós estamos aqui para trabalhar um projeto muito importante voltado para às entidades do terceiro setor, às famílias e os usuários dessas entidades para dá a oportunidade à essas pessoas adentrarem nos estádios, ocupar os espaços e serem incluídas na sociedade com aquele sentimento de pertencimento”, conclui.

Entre as ações previstas estão campanhas de conscientização, uso de painéis informativos nos estádios e participação de pessoas com deficiência em atividades simbólicas, como entrada em campo com jogadores. O objetivo é estimular uma nova cultura no futebol, baseada no respeito, na inclusão e na igualdade de direitos.

Para os envolvidos, garantir acessibilidade no futebol vai além de adaptações estruturais: trata-se de assegurar que todas as pessoas possam participar plenamente de um ambiente coletivo, reconhecendo que a deficiência não define o indivíduo, mas sim reforça a necessidade de uma sociedade mais inclusiva.

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