A presente crise escancara a realidade de que a política brasileira precisa ser reformulada urgentemente, por meio de algumas iniciativas:
1. Renovação: Não tem como vencer ou entender os novos desafios da sociedade com personagens que não se atualizaram e não se empenharam na formação de novas lideranças. Literalmente, os partidos envelheceram e seus comandantes também.
2. Nova Mentalidade: Essa reflexão deve começar no seio da sociedade brasileira, pois essa política convencional, que mais parece um consórcio entre o universo político e a grande parte da sociedade dominante, é predatória e tem um alto custo. Essa nova forma de pensar e viver a política é um desafio privativo do cidadão, detentor do voto.
3. Política Presente: Com o avanço das mídias sociais, não existe mais distância entre o político e o cidadão. Tudo está muito próximo e ao vivo para todos acompanharem. Daí, se faz necessário uma atividade política presente, um protagonismo compartilhado entre quem legitima, executa e recebe a prestação de serviço. Ou a classe política entende isso de uma vez por todas, ou muita gente boa e promissora vai ficar para trás.
4. Política Resolutiva: O que estamos vivenciando é algo que contraria a própria política. Obviamente, as disputas e as tensões fazem parte do jogo, mas a automutilação é um gesto insano. Por isso, acredito que daqui pra frente a sociedade vai exigir resoluções seguras e respostas rápidas para áreas básicas como segurança, saúde, infraestrutura, desenvolvimento e geração de emprego e renda.
5. Ideologismo x Pragmatismo: A ideia e a prática, que deveriam andar de mãos dadas para o bem comum, parecem ter sido transformadas em inimigas mortais. De um lado, os pragmáticos defendem o conjunto de práticas para entregar suas ideias. Do outro, os ideológicos apresentam a ideia para entregar a prática. Ou seja, uma política de desencontro que penaliza a própria população, que clama por um Estado menos burocrático e mais proativo.
6. Capacidade de Diálogo: Quem se isola, isolado fica. Esse é um velho jargão que não combina com a urgência do Brasil. A política brasileira tem um alto teor de deslealdade, uma fórmula particular de autossabotagem que prejudica tudo e todos. As divergências fazem parte, mas a exclusão da convergência é um bote furado no meio de um rio revolto, pronto a tragar seus tripulantes. A pressa por divergir não deve ser maior que a arte de convergir.
7. Política Preventiva: Com a corrida eleitoral cada vez mais adiantada e o momento inédito com a tarifa de 50% implementada pelo governo americano, a política preventiva entra em cena, um dever de casa para o Poder Executivo em todas as esferas. Sem contar que o “tarifaço” será uma das pautas de cabeceira dos debates políticos, e a correta leitura desses novos “fenômenos” pode ser um grande diferencial para os postulantes.
Enfim, a classe política moderna está diante de um dilema que precisa ser resolvido com algo que ela mesma não está acostumada: rapidez. Isso porque o tempo da política é lento e depende de vários “sim” e vários “não”, sem contar com as inúmeras reuniões e decisões, bem diferentes do agitado tempo dos indivíduos que correm e apressam seus passos.
Chegou a hora de saber se somos bons alunos e uma nação ensinável.





