
Um posto de combustível foi flagrado desviando quase 100 mil litros de água por mês no bairro Muquiçaba, em Guarapari. A irregularidade foi identificada durante uma operação contra ligações clandestinas, realizada na terça-feira (27) pela Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), com apoio da Polícia Militar.
Durante a ação, foram localizados e retirados sete pontos de ligação irregular no estabelecimento. A gerente do posto foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos. Segundo a companhia, o volume desviado seria suficiente para atender consumidores que pagam regularmente pelo serviço.
A Cesan informou que, além do prejuízo financeiro, o consumo irregular provoca redução na pressão da rede e compromete o abastecimento da população. “O uso ilegal da água impacta diretamente o fornecimento e prejudica quem utiliza o serviço de forma regular”, destacou a empresa.
As ligações clandestinas, conhecidas popularmente como “gatos de água”, configuram fraude e prática ilegal. Além de gerar desperdício de um recurso essencial, esse tipo de irregularidade dificulta o planejamento da distribuição e o controle do sistema.
A companhia reforça que denúncias podem ser feitas pelo telefone 115 ou pelo aplicativo oficial, contribuindo para a preservação do sistema de abastecimento e para a garantia do acesso à água.
Desvio em larga escala
De acordo com a Cesan, cerca de metade da água tratada em Guarapari é desviada por meio de ligações irregulares antes de chegar às residências. Em um dos casos recentes, aproximadamente 36 mil litros por dia eram desviados para um rancho em Nova Guarapari, volume suficiente para abastecer cerca de 240 pessoas diariamente.
Segundo a companhia, a prática se espalha por diversos bairros e atende desde residências até estabelecimentos comerciais, sítios, chácaras de lazer, lagos artificiais e piscinas. A situação se torna ainda mais evidente durante a alta temporada, quando o consumo aumenta e as irregularidades são mais facilmente identificadas.
Ação policial e medidas legais
Após a constatação das irregularidades, a Cesan realiza o bloqueio das ligações clandestinas e comunica o caso às autoridades policiais.
“Trata-se de uma prática criminosa. Cabe à polícia instaurar investigação e, se confirmada a irregularidade, encaminhar o caso ao Ministério Público para as providências cabíveis”, informou a direção da companhia.
A empresa reforça que o combate às ligações ilegais é fundamental para garantir o abastecimento regular e a segurança hídrica da população.





