
Com o objetivo de aprofundar os conhecimentos sobre as culturas indígenas — especialmente as etnias Guarani e Tupiniquim, que fazem parte da história e da identidade do Espírito Santo —, 82 profissionais da rede municipal de ensino de Vila Velha participaram de uma visita cultural e pedagógica à aldeia Guarani Boa Esperança, em Aracruz.
Entre os participantes estavam técnicos, professores, diretores, pedagogos, coordenadores, bibliotecários e secretários escolares. O grupo foi recebido por Ará Martins, liderança Guarani e parceira da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que já participou de diversos encontros e formações promovidas pelo município.
A experiência, realizada no dia 4 de outubro, foi marcada por momentos de partilha, cânticos tradicionais, pintura corporal com jenipapo e um almoço com comidas típicas da cultura Guarani. O acolhimento começou com um café da manhã coletivo e seguiu com atividades de integração entre os visitantes e a comunidade indígena.
A iniciativa foi promovida pela Coordenação de Formação Continuada, representada por Elaine Dalman, e pela Ceafri, sob coordenação de Flávia Dubberstein, com o apoio da técnica Aline Valentini (Jaxuca Valentini), de ancestralidade Guarani, que integra ambas as coordenações.
Para a coordenadora Elaine Dalman, a atividade proporcionou uma vivência de grande valor educativo e intercultural. “Experiências como essa ampliam a compreensão sobre os saberes e o modo de vida dos povos originários, fundamentais para a efetiva aplicação da Lei nº 11.645/2008, que torna obrigatório o ensino da história e cultura indígena nas escolas brasileiras. A expectativa é que essa vivência se reverbere nas salas de aula, inspirando novas práticas pedagógicas que valorizem a diversidade cultural e promovam uma educação mais plural e respeitosa”, destacou.
Segundo Aline Valentini, a visita ficará marcada na memória dos participantes. “Os inúmeros agradecimentos que recebemos após a visita mostram o interesse dos profissionais da Educação em desenvolver práticas pedagógicas que dialoguem com outras culturas, principalmente com as indígenas, ainda tão invisibilizadas nos currículos escolares. Vila Velha se consolida como uma rede que valoriza e promove a diversidade”, ressaltou.





