
O sargento da reserva da Polícia Militar de Teixeira de Freitas (BA), Francisco de Assis Pereira dos Reis, de 66 anos, foi assassinado e enterrado em uma cova rasa em Jaguaré, no Norte do Espírito Santo, após cobrar uma dívida de R$ 12 mil.
De acordo com a Polícia Civil, Francisco havia alugado um carro para um jovem de 27 anos em Teixeira de Freitas. O rapaz teria viajado para Vitória alegando que trabalharia como motorista de aplicativo na capital capixaba, onde os lucros seriam maiores. No entanto, ele parou de pagar o aluguel do veículo, acumulando a dívida que motivou o crime.
O sargento exigiu a devolução do carro e marcou um encontro com o suspeito na última sexta-feira (24) — dia em que foi visto pela última vez. Sem notícias, familiares acionaram a polícia. Ao irem até a casa da vítima, os agentes encontraram celular e carteira sobre o sofá, o que levantou suspeitas. A análise das mensagens do celular revelou conversas com o suspeito, confirmando o encontro.
“Foi possível constatar o encontro que ele havia marcado com o indivíduo que estava de posse do veículo”, explicou o delegado Cleudes Júnior.
Crime premeditado
As investigações mostraram que o sargento foi morto dentro do carro, em Teixeira de Freitas. O suspeito principal estava no banco traseiro e o comparsa, de 20 anos, dirigia o veículo. Assim que o militar entrou, foi imobilizado com um mata-leão e, em seguida, asfixiado com uma corda até morrer.
“Perto da vítima desfalecer, o suspeito utilizou uma corda para terminar a asfixia”, relatou o delegado.
Após o homicídio, os dois homens colocaram o corpo no porta-malas e seguiram até Jaguaré, onde o enterraram em uma cova rasa.
Prisões e confissões
O carro do sargento foi localizado na Ilha do Frade, em Vitória — um bairro nobre da capital. O primeiro suspeito, de 27 anos, foi preso na tarde de terça-feira (28) e confessou o crime, apontando a participação do segundo homem, de 20 anos, preso em Vila Velha.
Durante o depoimento, o comparsa revelou ter sido autor da ideia de enterrar o corpo e que emprestou uma enxada e uma pá para cavar a cova em Jaguaré.
Ambos foram autuados por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.





