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VÍDEO: SUS capixaba começa a oferecer implante contraceptivo de longa duração

Foi realizada nesta sexta-feira (6), no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), uma oficina prática de qualificação para a inserção do implante subdérmico de etonogestrel, conhecido como Implanon. A iniciativa integra as estratégias de fortalecimento da saúde sexual e reprodutiva das mulheres no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a chefe do Núcleo de Atenção Primária da Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa), Janaína Dalmas Félix, o principal objetivo da ação é capacitar enfermeiros para o uso da nova tecnologia incorporada pelo Ministério da Saúde.

“O objetivo principal foi capacitar enfermeiros para a nova tecnologia incorporada pelo Ministério da Saúde, que é o Implanon, um anticoncepcional de longa duração. Precisamos capacitar no módulo prático para que esses profissionais possam ir para o território e aplicar na população do seu município”, explicou.

A capacitação teve início neste mês e contempla profissionais de 12 municípios. A proposta é garantir que os enfermeiros estejam aptos a realizar o procedimento de forma segura e eficaz nas unidades de saúde.

Incorporado pelo Ministério da Saúde, o implante subdérmico passou a ser ofertado pelo SUS para mulheres entre 14 e 49 anos. A inserção é considerada simples, feita em ambiente ambulatorial por profissional capacitado, com uso de anestesia local. Após a retirada do implante, a fertilidade retorna rapidamente.

O método tem duração de até três anos, período em que permanece ativo no organismo da mulher. Segundo a representante da Sesa, além de representar uma alternativa contraceptiva eficaz, o implante oferece mais conforto e autonomia na escolha do planejamento reprodutivo.

“É uma tecnologia de longa duração. Pode ser implantada e permanecer por três anos. É mais uma alternativa para que a mulher faça sua escolha em relação ao seu ciclo reprodutivo”, destacou.

Caixas do Implanon já estão sendo distribuídas pelo SUS na região. Somente nos 12 municípios contemplados pela capacitação, a estimativa é de que cerca de 700 mil mulheres estejam aptas a utilizar o método.

Atualmente, 350 mulheres já estão inscritas no ambulatório para receber o implante apenas neste mês. A expectativa da Secretaria é ampliar gradativamente o acesso, assegurando o direito de escolha e fortalecendo as políticas públicas voltadas à saúde da mulher.

A iniciativa reforça o compromisso da rede pública em ampliar o acesso a métodos contraceptivos seguros e de longa duração, promovendo autonomia, planejamento reprodutivo e cuidado integral à saúde feminina.

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