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Ex-professor investigado por diploma falso volta a atuar em escola estadual

Um ex-professor investigado pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu) por apresentar um diploma de graduação falso voltou a atuar em uma escola da rede estadual em 2026, desta vez como agente de integração escolar (AIE), na condição de bolsista. Segundo dados do Portal da Transparência, ele foi selecionado para trabalhar na EEEFM Maria de Lourdes Poyares Labuto, em Tabajara, Cariacica, com contrato previsto de abril de 2026 a abril de 2027. O vínculo, porém, foi encerrado em maio, cerca de um mês após o início da atividade.

A contratação ocorreu após dois contratos temporários firmados pelo ex-professor com a Sedu em 2024 terem sido encerrados por causa da identificação de um diploma falso durante auditorias documentais. A irregularidade deu origem a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que ainda está em andamento. O nome do investigado não foi divulgado pela secretaria.

A Sedu explicou que a atuação como AIE, na modalidade de bolsista, não configura vínculo empregatício com a pasta e, por isso, esse período não faz parte do PAD nem está sujeito à competência correcional da secretaria. No Portal da Transparência, a Sedu aparece como órgão de lotação e a Secretaria de Gestão e Recursos Humanos (Seger), como órgão de exercício.

Ainda segundo os dados públicos, o investigado teve 14 vínculos com a Sedu entre 2012 e 2026. Como professor temporário, trabalhou em diferentes escolas estaduais de 2012 a 2017. Após seis anos sem vínculo com a pasta, voltou a ser contratado em 2024, em dois períodos: entre fevereiro e março, na Escola Estadual Hunney Everest Piovesan, em Cariacica, e de outubro a dezembro, na Escola Estadual Silvio Rocio, em Vila Velha. Os dois contratos foram encerrados após a confirmação da irregularidade documental.

A Sedu afirmou que realiza auditorias permanentes para garantir a legalidade e a transparência dos processos de contratação. Segundo a secretaria, esse procedimento é adotado desde 2015, quando servidores estaduais também foram exonerados após casos envolvendo diplomas falsificados.

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