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Espírito Santo registra caso de dengue tipo 3 após uma década

O Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen/ES), vinculado à Secretaria da Saúde (Sesa), confirmou nesta sexta-feira (21) a circulação do vírus da dengue tipo 3 no estado. A última ocorrência desse sorotipo havia sido registrada há dez anos. O caso confirmado é de uma jovem de 19 anos, moradora de Vitória.

O diagnóstico foi obtido através de análise por Biologia Molecular e submetido a uma segunda rodada de testes para confirmação. O Lacen/ES é responsável por examinar todas as amostras de arboviroses encaminhadas pelos municípios capixabas.

O secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, expressou preocupação com a reintrodução do sorotipo 3, ressaltando o risco de aumento de casos e internações. “Existe uma grande parcela da população que nunca teve contato com este tipo de vírus, o que pode ampliar o número de infectados e, consequentemente, o de hospitalizações. Continuaremos monitorando os casos e definindo ações específicas, que serão discutidas no Centro Integrado de Comando e Controle das Arboviroses (CICC)”, afirmou Hoffmann.

Protocolo de atendimento

Os hospitais da rede pública seguem as orientações da Nota Técnica 01/2024, em conformidade com as diretrizes do Ministério da Saúde. O protocolo prevê tratamento sintomático, hidratação venosa e medidas de suporte, variando conforme a gravidade da doença (classificação A, B, C ou D).

Pacientes com sintomas mais severos, como hipotensão, recebem atendimento prioritário para estabilização do quadro clínico. Embora não exista um medicamento específico para a dengue, o manejo clínico adequado é fundamental para evitar complicações.

Idosos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, são mais propensos a desenvolver formas graves da doença, reforçando a importância da prevenção e do atendimento precoce.

Centro de Controle das Arboviroses

Criado em 10 de fevereiro, o CICC atua no monitoramento e combate às arboviroses, incluindo a dengue e a febre do Oropouche, ambas consideradas epidemias no Espírito Santo. O centro é coordenado pela Sesa e conta com a participação de diversos órgãos estaduais e federais, como as secretarias da Educação (Sedu), Agricultura (Seag), o Instituto Capixaba de Pesquisa (Incaper), Corpo de Bombeiros Militar (CBMES), Defesa Civil (CEPDEC), entre outros.

Na primeira reunião do CICC, realizada em 17 de fevereiro, foram discutidas as ações de controle do mosquito Aedes aegypti e o desenvolvimento de um Mapa de Risco da dengue, que integrará indicadores epidemiológicos e assistenciais.

Sintomas e prevenção

A dengue apresenta sintomas como:

  • Febre alta (acima de 38°C)
  • Dor no corpo e articulações
  • Náuseas e vômitos
  • Dor atrás dos olhos
  • Mal-estar geral
  • Falta de apetite
  • Dor de cabeça
  • Manchas vermelhas na pele

Para conter a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da doença, é essencial eliminar locais com água parada e buscar atendimento médico ao primeiro sinal de sintomas.

Monitoramento dos casos

Os boletins com dados atualizados sobre a dengue no Espírito Santo são publicados semanalmente e podem ser acessados no site: mosquito.saude.es.gov.br/boletins.

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