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VÍDEO: Pesquisa aponta que 42% das mortes no trânsito tem relação com álcool ou outras drogas

Um levantamento realizado pela Polícia Científica do Espírito Santo acendeu um alerta preocupante sobre a segurança no trânsito. Dados do laboratório de toxicologia forense revelam que 42% das pessoas que morreram em acidentes de trânsito no estado apresentavam vestígios de álcool, drogas ilícitas ou medicamentos controlados que afetam o comportamento.

O laboratório, localizado em uma área restrita da instituição, é responsável por análises que identificam a presença de substâncias psicoativas no organismo de vítimas fatais de acidentes. A constatação reforça os riscos da combinação entre direção e o uso de substâncias que comprometem os reflexos, a atenção e a tomada de decisões.

“O álcool atrapalha a direção no sentido que diminui o tempo de reação do motorista que pode ter comportamentos de riscos como, por exemplo, passar no sinal vermelho que ele não passaria, acelerar mais do que ele não aceleraria”, afirmou a chefe do laboratório de toxicologia forense da polícia científica, Mariana Dadalto Peres. “A cocaína e a anfetamina são substâncias estimulantes, então elas aceleram as pessoas”, conclui.

Medicamentos de uso controlado, como os benzodiazepínicos, a exemplo de diazepam, clonazepam e midazolam, também são apontados como perigosos para quem vai dirigir. Algumas dessas substâncias têm como efeito colateral a sonolência rápida, o que pode levar à perda de controle do veículo.

Apesar da gravidade dos dados, a fiscalização nas ruas ainda se limita ao uso de etilômetros (bafômetros), capazes de identificar apenas a ingestão de bebidas alcoólicas. Não há, atualmente, no Brasil, um método de detecção em blitz para o uso de outras drogas, o que limita a atuação preventiva dos órgãos de trânsito.

De acordo com a Polícia Científica, todos os exames toxicológicos de vítimas fatais de acidentes no Espírito Santo passam por esse laboratório em Vitória, reforçando a importância do monitoramento e da análise científica como instrumento para formulação de políticas públicas.

Além do monitoramento, especialistas alertam para a necessidade de campanhas de conscientização sobre os riscos do uso de substâncias ao volante. Em muitos casos, decisões tomadas sob efeito de álcool ou drogas poderiam ser evitadas, como atropelamentos em que o tempo de reação reduzido impede o condutor de frear a tempo.

O estudo reforça a urgência de medidas integradas entre fiscalização, educação no trânsito e orientação médica sobre o uso de medicamentos, buscando preservar vidas e reduzir tragédias nas estradas.

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