(Foto divulgação Internet)
No mês de dezembro existem duas datas que são comemoradas mundialmente, com algumas exceções: o Natal e a véspera de ano novo. Hoje, dia 31 de dezembro, espera-se que as famílias comemorem a chegada de um novo ano, e, a coluna jamais deixaria de falar do vinho que é sinônimo de festa, o champanhe. E para comemorar a chegada de um novo ano, de muita esperança, fomos buscar na história a técnica da sabragem para abrir o champanhe e comemorar.
O champanhe é um vinho branco de dupla fermentação, dedicaremos uma coluna sobre este tema. Mas, o assunto desta coluna é sobre essa técnica centenária de sabrar uma garrafa de champanhe. Vamos lá!
Na história da vitivinicultura não encontrei nenhum registro de data que afirmasse com precisão quando essa técnica foi executada pela primeira vez. No século XVIII a técnica da sabragem ficou famosa por causa de Napoleão Bonaparte. Atribui-se a ele o ato de estourar o champanhe com o sabre (sabragem) sempre em comemoração às suas vitórias ou derrotas. É muito conhecida uma frase de sua autoria: Na vitória, você o merece, na derrota, você precisa dele.

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Também é atribuído ao monge beneditino francês, Dom Pérignon (1638-1715), a autoria da seguinte frase: Venham rápido, irmãos, estou bebendo estrelas, e a descoberta, por acaso, do método de vinificação dos vinhos efervescentes, a descoberta do método Champegnoise, ou seja, a descoberta do champanhe.
A seguir postaremos um vídeo, deste colunista sabrando o champanhe com uma taça de vidro e não com um sabre como Napoleão Bonaparte (1769 – 1821), imperador e comandante do Exército Francês entre 1804 e 1814, fazia comumente ao final de cada batalha.
A coluna não aconselha ninguém a sabrar um champanhe em casa, mas, se o leitor tem alguma prática, algumas informações são necessárias e importantes para que esta técnica seja executa com segurança e tenha êxito: Dê preferência aos champanhes produzidos a partir do método Champegnoise ou método natural, pois a concentração de CO2, fruto da transformação química dos açúcares em álcool, ou seja, da segunda fermentação do vinho dentro da garrafa. Certifique-se que a temperatura do vinho esteja entre 4⁰C e 6⁰C, retire toda a cápsula que envolve o gargalo da garrafa, folgue a gaiola (aquele arame que prende a rolha ao gargalo) e o aperte na parte superior do gargalo e amarre a ponta de um guardanapo de pano na gaiola e segure-o na outra ponta com o dedo polegar no fundo da garrafa. Em seguida localize a emenda da garrafa (toda garrafa de vidro tem essa emenda por causa da forma) e deslize o pé da taça de vidro sobre ela com firmeza. Agindo assim o gargalo quando sabrado, ficará preso ao guardanapo evitando possíveis acidentes.
Caro leitor, você não precisa sabrar a garrafa, mas “estoure” um champanhe ou espumante e brinde, celebre, comemore a vida.
A coluna deseja aos leitores que 2026 seja realmente um novo ano!


