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VÍDEO: Medicamentos injetáveis para obesidade ganham aval de sociedades médicas

O corretor de imóveis Frederico Medeiros procurou ajuda médica ao perceber que estava quase 20 quilos acima do peso ideal e sofrendo com pressão alta. Com orientação especializada, iniciou um tratamento com o medicamento injetável tirzepatida, indicado para casos de diabetes e obesidade — e os resultados vieram de forma surpreendente.

Logo na primeira semana, Frederico perdeu entre 6 e 7 quilos. Na segunda, mais 2,5 kg. Em três meses de tratamento, a perda total chegou a 17 kg. “Minha pressão voltou ao normal, meu colesterol foi lá para baixo. Ganhei saúde e qualidade de vida”, relatou.

O tratamento com tirzepatida — assim como os medicamentos semaglutida e liraglutida — ganhou novas diretrizes recentemente, apresentadas durante congresso em Belo Horizonte pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. De acordo com o documento, o uso desses medicamentos deve ser contínuo, já que a obesidade é uma doença crônica e, ao interromper a medicação, há risco de retomada do quadro anterior.

“Quando retiramos a medicação, normalmente há um retorno e uma progressão da doença porque a obesidade não tem cura”, afirmou a médica endocrinologista e nutróloga Eliana Teixeira. “E quando entramos com a medicação, visamos um controle metabólico e uma mudança no estilo de vida”.

As diretrizes também estendem o uso dos remédios a pacientes que tenham índice de massa corporal (IMC) abaixo do sobrepeso, mas que apresentem comorbidades relacionadas à obesidade. A meta terapêutica recomendada é a perda de pelo menos 10% do peso corporal.

Outro alerta é quanto ao uso de versões manipuladas dos medicamentos, que não têm aprovação da Anvisa e podem representar riscos à saúde. Os especialistas reforçam a importância de atendimento médico qualificado e livre de estigmas.

As novas orientações foram validadas por 15 associações médicas brasileiras e baseadas em evidências científicas que demonstraram a eficácia da medicação no combate à obesidade. “Não existe preço para a saúde. Vale cada centavo, cada esforço”, concluiu Frederico.

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