Um show, uma feira, um festival, uma competição esportiva, uma exposição ou até um congresso podem ser o motivo que faltava para fazer as malas.
Esse movimento vem ganhando força no turismo: o evento deixa de ser apenas uma programação dentro da viagem e passa a ser o próprio motivo para escolher um destino.
Grandes shows são um bom exemplo. O turista compra o ingresso, escolhe a cidade, reserva hotel, passagem, restaurante e, muitas vezes, aproveita para conhecer os atrativos daquele lugar.
É uma viagem que começa por causa de um evento, mas termina com muito mais experiências.
E isso também acontece aqui no Espírito Santo, como foi o show Paul McCartney, em 2014 que marcou a história do local como o primeiro grande show realizado no estádio Kleber Andrade, após a reinauguração, reunindo cerca de 33 mil pessoas em uma apresentação inesquecível da turnê Out There.
Em 2026, o estado recebeu o show do Guns N’ Roses, a banda de rock internacional lotou as dependências do estádio em abril de 2026 com um espetáculo histórico de clássicos do rock.
E o que dizer dos números da copa do mundo? As três cidades-sede do México registraram cerca de 7,5 milhões de viagens turísticas durante a Copa do Mundo de 2026, com aproximadamente 3 milhões de turistas estrangeiros, que foram para a cidade por causa do evento esportivo.
Quando uma cidade recebe grandes eventos, shows e festivais, não chegam apenas pessoas interessadas na programação. Muitos visitantes aproveitam a oportunidade para conhecer praias, restaurantes, espaços culturais, experiências de natureza e outros atrativos capixabas.
E eu mesma vivi um pouco disso recentemente quando fui a São Paulo para participar da edição de 2026 da WTM Latin America, uma das principais feiras de negócios do turismo da América Latina. A viagem era profissional, mas, como ainda tinha algumas experiências na minha lista para conhecer na terra da garoa, aproveitei a oportunidade para transformar a viagem de trabalho também em uma viagem de descoberta.

Dessa vez, fui experimentar a sensação de voar no iFLY, em uma experiência que simula a queda livre do paraquedismo dentro de um túnel de vento vertical. Um forte fluxo de ar cria uma espécie de almofada que mantém o corpo suspenso, permitindo experimentar a sensação de estar em queda livre sem precisar saltar de um avião.

Também conheci o Sampa Sky, um mirante de vidro a cerca de 150 metros de altura, localizado no 42º andar do Mirante do Vale, no centro de São Paulo. A experiência acontece em dois decks de vidro que avançam para fora da fachada do edifício e proporcionam uma vista completamente diferente da cidade. A sensação é de estar literalmente flutuando sobre as ruas e avenidas de São Paulo. No espaço também possui outros atrativos.

E tem um lugar na cidade que eu adoro revisitar: o Beco do Batman, na Vila Madalena. A famosa galeria de arte urbana a céu aberto tem paredes tomadas por grafites que mudam constantemente. Por isso, cada vez que volto, encontro uma São Paulo diferente por ali.
Ou seja: eu tinha um motivo para estar em São Paulo. Mas encontrei outros motivos para aproveitar a cidade, isso é uma das grandes oportunidades do turismo, pois um evento pode ser a porta de entrada para um destino.
A pessoa chega por causa do show, da feira ou do festival, mas pode descobrir um restaurante que não conhecia, visitar um museu, fazer um passeio, conhecer uma praia, experimentar a gastronomia local ou até decidir voltar depois, desta vez exclusivamente para viajar.
Para o turismo, cada turista que chega representa uma oportunidade de apresentar um pouco mais do destino.
No fim das contas, o evento pode até ser o motivo da viagem, mas o destino é o que pode fazer o turista querer voltar.
E você? Já viajou para outra cidade por causa de um evento e acabou descobrindo muito mais do que esperava?
Te encontro no próximo destino! O DAQUIPRALI fica por aqui, mas você continua a nossa viagem pelas plataformas digitais. Siga a gente. Até a próxima!

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