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Vereador afirma que empresa o procurou para atacar o BC a mando de Daniel Vorcaro

O vereador Rony Gabriel (PL), de Erechim, no Rio Grande do Sul, afirmou que foi procurado por uma empresa para gravar conteúdos em defesa do Banco Master e com ataques ao Banco Central, responsável por decretar a liquidação da instituição financeira de Daniel Vorcaro no fim do ano passado.

Questionado se o nome de Daniel Vorcaro foi citado como contratante durante a negociação, o parlamentar respondeu que sim. “Era o caso do Banco Master, era interesse do Daniel Vorcaro”, disse, afirmando ter provas da denúncia. Segundo ele, as conversas foram registradas em ata notarial em cartório, além de haver contrato assinado digitalmente. “Eu registrei absolutamente tudo porque tudo que eu falei eu posso comprovar. Tentaram comprar a opinião de um parlamentar”, afirmou.

Rony Gabriel relatou ainda que recebeu modelos de vídeos produzidos por outros influenciadores, com o roteiro que deveria ser seguido. De acordo com ele, o objetivo era descredibilizar o Banco Central, sugerindo que a liquidação do Banco Master teria ocorrido de forma apressada. “Me mandaram alguns modelos de vídeos que já tinham sido feitos por outros influenciadores, deixando claro qual era o discurso”, declarou.

Segundo o vereador, o primeiro contato ocorreu pelas redes sociais e, posteriormente, pelo WhatsApp, por meio de um assessor. A proposta previa um contrato com cláusula de confidencialidade que estabelecia multa de R$ 800 mil em caso de quebra do acordo. Ele afirmou ainda que participou de uma reunião por videochamada, na qual o representante da empresa teria confirmado que se tratava de um trabalho de reposicionamento de imagem envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master.

Vereador em Erechim, Rony Gabriel tem cerca de 1,7 milhão de seguidores nas redes sociais e se apresenta como pré-candidato a deputado federal. Um vídeo divulgado por ele no Instagram mostra a troca de mensagens entre seu assessor e o representante da agência de comunicação.

Na publicação, o parlamentar relata que, no dia 20 de dezembro de 2025, uma agência de marketing digital entrou em contato com seu assessor informando que fazia gerenciamento de reputação para um “grande executivo” e que buscava influenciadores para atuar nesse trabalho.

Após a denúncia, a Polícia Federal informou que irá instaurar inquérito para apurar se influenciadores foram contratados para produzir conteúdos contra o Banco Central e favoráveis ao Banco Master.

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